Fichamento dos 3 primeiros capítulos do livro "O que é História Cultural?" de Peter Burke
1.1 História cultural clássica (1800-1950)
1.1.2 Retratos de uma época
- Preocupados com as conexões entre as diferentes artes
- Assim ampliavam e praticavam a hermenêutica (arte da interpretação)
- Maiores do período: Burckhardt e Huizinga (Este achava que o dever do historiador cultural era retratar padrões e características de épocas)
1.1.3 Da sociologia à história da arte
- Contribuição da sociologia: Weber (Dava uma explicação cultural para a mudança econômica) e Elias (Cultura do autocontrole)
- Aby Warburg: atenção a detalhes, aspectos particulares, criando uma obra fragmentada focando em esquemas ou fórmulas culturais (Os gestos que expressam emoções particulares por exemplos)
- Ernst Gombrich: desenvolveu a ideia de esquemas mais completamente
- Panofsky: iconografia x iconologia
1.1.4 A grande diáspora
- Com a ascenção de Hitler, alguns dos citados foram para outros países (Inglaerra, EUA) e gerou na academia "uma consciência mais aguda da relação entre cultura e sociedade"
1.2 Cultura e sociedade
- Antal: cultura como expressão ou reflexo da sociedade
- Hauser: marxista, vincula cultura aos conflitos e mudanças sociais e econômicas
1.3 A descoberta do povo
- Conceito de cultura popular: origem simultânea à da história cultural
- Importância da história social com Thompton: "história vista de baixo"
2. Problemas da história cultural
- Problema da leitura subjetiva (selecionar só os dados que se adequam ao pressuposto.). Alternativa: "análise de conteúdo" que não se torna demasiado descritiva e quantitativa caso associada a métodos literários tradicionais. Semelhante argumentação pode ser feita sobre a "análise de discurso".
- Principal crítica à história cultural: falta-lhe contato com qualquer base econômica e social.
- Acusação de superestimar a homogenidade cultural e ignorar os conflitos: seria preciso traçar as diferenças culturais de classes, gêneros e gerações
- "Zona temporais" (Ernst Bloch): diferentes agoras
2.2.1 Problemas da história marxista
- "Ser um historiador marxista da cultura é viver um paradoxo" (p. 37)
- Superestrutura x infraestrutura -> Hegemonia de Gramsci
- Outro paradoxo: os signos externos da tradição podem mascarar a inovação.
- História cultural dos anos 60 a 90: virada para a antropologia com o uso do termo cultura em sentido cada vez mais amplo
- Propensão a explicações culturais de fenômenos econômicos ou políticos
- Geertz: "Cultura é um padrão, historicamente transmitido, de sigificados incorporados em símbolos, um sistema de concepções herdadas, por meio das quais os homens (...) desenvolvem (...) suas atitudes" + Defesa da interpretação dos significados em oposição a análise das funções sociais dos costumes.
- Muitos historiadores sociais admiradores de Marx, desde os anos 60, voltaram-se à antropologia em busca de uma forma alternativa de vincular cultura e sociedade, que não reduzisse a primeira a um reflexo da segunda ou a uma superestrutura
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