Resumos da Unidade I - Discente: Gabriel Mateus

 CAPÍTULO I - A TEORIA E A FORMAÇÃO DO HISTORIADOR:

• UMA “DISCIPLINA” - ENTENDENDO COMO FUNCIONAM OS DIVERSOS CAMPOS DO SABER:

José D’Assunção vem a tratar a definição e constituição de um campo disciplinar. Sendo um campo disciplinar um conjunto de práticas específicas, concepções e objetos de estudo como campo específico do conhecimento, sendo todo campo disciplinar histórico. Ao colocar um quadro com dez frases que se fazem presentes na composição de um campo disciplinar: 1. Campo de interesse vem a ser o que cada campo disciplinar pretende estudar; 2. Singularidades, São o conjunto dos seus parâmetros definidores, ou como aquilo que a torna realmente única, específica, e que justifica a sua existência; 3. Campos interdisciplinares, todo campo do saber quando desenvolve certo nível de complexidade, cria especialização e desdobramentos internos; 4. Aspectos expressivos, é o Discurso, um modo de comunicar-se; 5. Aspectos metodológicos, é a metodologia, modo de fazer; 6. Aspectos teóricos, Teoria, modo de ver conceber a realidade, conceitos, representações e tendenciais argumentativas; 7. Oposições e diálogos interdisciplinares, as relações com o campo do saber que a disciplina dialoga, estabelece oposição, entra em concorrência, reconhece ligação e definição; 8. Interditos, aquilo que é proibido aos seus praticantes e que define o lado de fora da disciplina; 9. Rede humana, os seres humanos que a pensam e praticam, combinados com suas obras; 10. Olhar sobre si, olhar que rede Humana estabelece a certa altura de seu próprio amadurecimento, sendo possível se o indivíduo se compreender historicamente.

• 2 TEORIA: O QUE É ISSO?

José D’Assunção traz nesse segundo capítulo reflexões que nos faz pensar o que vem a ser teoria? Uma teoria vem a ser uma visão de mundo. É através de teorias que os cientistas e os estudiosos de qualquer área de saber conseguem enxergar a realidade, ou os seus objetos de estudo, de formas específicas, seja qual for o seu campo de conhecimento ou de atuação. Podendo ser abordada em três níveis. O primeiro nível, como um “campo de estudos”, o segundo, quando nos referimos a cada um dos modelos ou sistemas explicativos de que os cientistas se utilizam para compreender os fenômenos, aspectos e objetos que se relacionam às suas especialidades, por fim, um terceiro nível em que se pode refletir sobre o “teórico” é aquele que considera a Teoria como forma específica de apreender a realidade e de enxergar o mundo. Tratando da intuição que ao contrário da “Teoria”, a “Intuição” não precisa de método. Sendo a Intuição instantânea, bem diferente da Teoria, que envolve um processo com várias etapas, procedimentos, mediações. José D’Assunção nos apresenta os mediadores teóricos que são: 1. Linguagem de observação, 2. Conceitos, 3. Hipóteses, 4. Procedimento argumentativos, 5. Comprovação empíricas, 6. Demonstrações, 7. Verbalização dos resultados que são essenciais para se pesar em teoria. Diferenciando teoria e metodologia, a Teoria remete aos conceitos e categorias que serão empregados para encaminhar uma determinada leitura da realidade, à rede de elaborações mentais já fixadas por outros autores. já a “Metodologia” remete sempre a uma determinada maneira de trabalhar algo, de eleger ou constituir materiais, de extrair algo específico desses materiais, de se movimentar sistematicamente em torno do tema e dos materiais concretamente definidos pelo pesquisador. A metodologia vincula-se a ações concretas, dirigidas à resolução de um problema; mais do que ao pensamento, remete à ação e a prática. A teoria e o “modo de ver” e a metodologia o “modo de fazer”.

CAPÍTULO II - TEORIA DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA HISTÓRIA:

• 1 - TEORIA DA HISTÓRIA: O ENCONTRO EMNTER HISTORIOGRAFIA E CIENCIA:

As “filosofias Históricas”, (século XVII – XIX) constituem um gênero Filosófico-histórico e deve ser distinguida das “teorias da história” que sugiram posteriormente. A cientificidade se apresenta como um referencial para a historiografia, na passagem do século XVII para o XIX, começaram a surgir os primeiros paradigmas historiográficos o ´positivismo, o historicismo e o materialismo histórico, onde se consolidou o estatuto científico para as ciências históricas Uma teoria da história ou um paradigma historiográfico, corresponde a uma certa visão histórica do mundo. Qualquer teoria da história pressupõe uma concepção sobre o que deve ser historiografia (campo de estudos que examina a história enquanto processual). As mais variadas perguntas acerca da história são res respondidas de maneira diferente pelas mais variadas “teorias da história”.

• 2 - O PAPELDA TEORIA DA HISTÓRIA NA FORMAÇÃO DO HISTÓRIADOR, ONTEM E HOJE: ALGUMAS PALAVRAS

O crescente descredito da história exclusivamente narrativa contribuiu para que a teoria ocupasse cada vez mais um lugar privilegiado na história elaborada pelos historiadores profissionais. A historiografia se constrói com teoria e método, e nos dias de hoje, é vista como vinculada a “problemas”. O “documento” ou “fonte histórica” estar na base do método historiográfico. O “problema” estar na base doque se refere a uma teoria da história, uma maneira de “ver” a historiografia de maneira geral ou especificamente. Teoria e modo são o alicerce para a historiografia, “problemas” e “fontes” são imprescindíveis para uma historiografia propunha interesse científico.

• 3 – TEORIAS DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA HISTÓRIA

A ideia de teoria da história estar relacionada a pretensão da cientificidade da história. A “filosofia da história” são em geral realizações individuais empreendidas por filósofos, já as teorias da história, são espaços de reflexão coletiva que mobilizam e dividem a comunidade de historiadores. A filosofia da história de Kant, Voltaire e Hegel são apenas deles, diferentes do positivismo, historicismo ou o materialismo histórico que são reflexões partilhados por muitos não pertencendo ao seu autor ou autores. Os teóricos da História têm uma teoria da história? Reflexões sobre uma não-disciplina O autor pretende explicar o que pesa o que ele chamou de “teoria e filosofia da história”, acreditando que a teoria e a filosofia da história ponde constituir um campo de estudo. Havendo dois fatores para que gere um senso. O primeiro é a discussão em andamento, que ocorre não somente em conferências e workshops, mas em alguns lugares em comum. Filosofias analíticas da história e abordagens filosóficas sobre a história enquanto o curso dos assuntos humanos, tratados metodológicos, histórias da história, teorias críticas do trabalho histórico, análises conceituais sobre a noção de história, questões sobre teoria pós-colonial e de gênero na e como história e uma grande variedade de várias outras abordagens divergentes se encontram nas páginas de revistas acadêmicas. O segundo fator centrípeto, ou seja, as redes, centros e eixos atuais informais e quase formais. Sem ter a ambição de fornecer uma lista completa, você pode pensar na International Network for Theory and History mais integrativa, em Ghent, o seminário mais focado em filosofia da história do Instituto de Pesquisa Histórica em Londres etc. O “da” na frase “uma teoria da história” pode ser interpretada de duas importantes formas. A primeira, significa que uma teoria pertence à história, na qual a história é compreendida somente enquanto uma disciplina. Neste sentido, uma teoria da história é uma teoria interna à ou internalizada pela prática da história. A segunda, “uma teoria da história”, no sentido de uma teoria sobre a história. Aqui a história pode significar tanto os estudos históricos e o curso dos assuntos humanos, e uma teoria sobre ambos claramente implica em uma afirmação de universalidade. Com essa teoria tem-se a escrita da história como seu foco primário. Ela ainda explica a história em um nível generalizante.

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