Resumos Unidade I - Discente: Thayanne Santino

 RESUMO 1:

O autor tem como principal objetivo destacar dez dimensões que definem quaisquer campo disciplinar, explicando posteriormente, suas características e pontos que constroem o saber. O primeiro refere-se ao campo de interesses, formado por objetos e temáticas que serão percorridos e enfrentados por seus praticantes. Certo nível de profundidade surge para que se possa falar de uma disciplina com identidade, singularidade, ou seja, aquilo que torna único cada campo, saber e possibilita o conhecimento de cada matéria. O terceiro quesito refere-se ao campo interdisciplinar, podendo esta ter inúmeras formas de exercício com outras temáticas por métodos ou temas subjacentes ao conteúdo. Outras três dimensões, sendo estas, teorias, metodologias e práticas discursivas, possibilitam o conhecimento sob várias visões teóricas e perspectivas metodológicas, efetivando a concepção de ciência. O sétimo ponto, a interdisciplinaridade, caracteriza-se como sendo a interação com outras disciplinas, que partilham nos mesmos campos de interesse, como exemplo da história, antropologia e psicologia. Outra dimensão é a zona de interditos, que põe como pauta o exterior do campo do saber como pontos tão importantes quanto o que a inclui teorias e métodos. O nono ponto, todos aqueles que praticaram ou praticam a disciplina considerada, sua realização como práticas e obras. Também está incluída uma rede institucional como as universidades, por exemplo, desse modo é a comunidade científica "constrói" poder e prestígio acadêmico.

RESUMO 2: 

Qualquer campo disciplinar apresenta uma escrita própria, organização interna para consolidar espaços interdisciplinares e conjunto de procedimentos e metodologias. A dimensão teórica é responsável por constituir a história como disciplina. Nessa conjuntura, a teoria é apresentada como uma visão de mundo, sendo através dela que estudiosos conseguem enxergar a realidade ou seus objetos de estudo de formas específicas, pelo campo de conhecimento ou de atuação. Além disso, a noção de teoria está ligada diretamente à antiguidade, a ideia de ver ou conceber, possuindo 3 níveis: 1. Campo de estudo; 2. Modo de apreender o mundo; 3. modelos ou sistemas criados para compreender um determinado fenômeno, aspecto da realidade ou objeto de estudo A teoria pode ser abordada como espécie de território constituído por todas as realizações teóricas proporcionadas pelos praticantes de determinado campo de saber, territórios teóricos definidos por diversas ciências, graus de amadurecimento e interação, e até mesmo linguagens de cada campo. Também podemos nos referir a teoria, modelos ou sistemas explicativos de que os cientistas se utilizam para compreender fenômenos, aspectos e objetos que se relacionam às suas especialidades. Esta ainda se contrapõe ao agir intuitivo, ao comportamento emotivo, ao impulso. Sendo assim, é tida como filha da razão e a irmã da metodologia científica, não é uma forma melhor ou pior de compreender o mundo, é uma forma específica de compreendermos a partir do contraste entre o teórico e intuitivo. É uma forma de ver e pensar sobre as coisas, compreender, baseada na construção de conceitos. A partir dela podemos formular pelos seus instrumentos novas leituras sociais e históricas. O modo de ver que se estabelece processualmente através da razão discursiva. O teórico (racionalizado) precisa de método e envolve várias etapas, procedimentos e mediações , o intuitivo não, é instantânea (envolve maus sensações e emoções). A historiografia também estabelece diálogos interdisciplinares importantes no âmbito teórico e metodológico - muitos de cunho teórico, proporcionando a análise do discurso.

RESUMO 3:

É inevitável não considerar a teoria uma ciência dentro da história. Sendo assim, temos que teórico é aquele que considera a teoria como forma específica de apreender a realidade e de enxergar o mundo. É caracterizada, dessa forma, como campo de estudo e sistemas para compreender determinado objeto ou aspecto da realidade. Como vimos, a teoria se contrapõe ao agir intuitivo, ao comportamento emotivo, ao impulso. Junto a metodologia científica, proporciona aos campos de interesse um maior conhecimento sobre temáticas que podem ser desenvolvidas. Assim como os mediadores teóricos, ou seja, hipóteses, procedimentos argumentativos, comprovações empíricas, demonstrações, verbalização, linguagem de observação e conceitos, são importantes na formulação dessas teorias, que necessitam de instrumentos e novas leituras sociais/ históricas para a construção de conceitos - classes sociais, mentalidades e mobilidade social, por exemplo. É nessa linha que vão surgindo alguns paradigmas teóricos: materialismo histórico, positivismo, historicismo. Assim também observamos o papel fundamental da teoria na formação do historiador, a partir de novas concepções e novas formulações. A ciência como um modo teórico, se formalizou dessa forma principalmente no século XIX. Os Annales, viam a fontes históricas, ou seja, documentos, sob uma perspectiva fixa, acabada, sem modificações. O historiador entra em tal contexto com um objetivo de análise, observação e pesquisa. Deve ser uma figura sem neutralidade, mas que se posiciona através de elementos teóricos fundamentados. No século XIX houve a chegada de novos paradigmas, como o positivismo. Os historiadores, assim, se guiam por uma corrente historiográfica.

RESUMO 4: 

Observa-se que a diferenciação entre teoria e filosofia é de grande importância, ponto esse abordado e desenvolvido em certos momentos do texto. Os inúmeros termos, significados e expressões são analisadas e, em certas situações, quando ocorrem modificações ou diferentes sentidos em suas terminologias, podem ocasionar confusão para os estudiosos e historiadores. Com o avanço da história, as teorias foram sendo formuladas e encaminhadas a campos de conhecimento, sendo então desenvolvidas e aprofundadas por indivíduos que possuem interesse. Deve-se sempre lembrar que, os estudos históricos, assim como suas teorias, podem mudar e se ressignificar a cada nova descoberta. Sendo assim, não devemos observar as diversas perspectivas históricas sob um olhar totalmente metódico, mas sim com uma interpretação crítica, de questionamentos. Assim que se forma/formula novas teorias, a partir dos fundamentos básicos do ofício do historiador que também é cientista e se baseia na pesquisa. As redes e centros, principalmente institucionais, possuem um papel preponderante na formulação das teorias em seu sentido geral. Simon expõe que há dois pontos principais: uma teoria que pertence à história enquanto estudos históricos e uma teoria sobre a totalidade da história entendida tanto como estudos históricos

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