Resumos Unidade I - Discente: Anderson Carvalho
CAPÍTULO I - A TEORIA E A FORMAÇÃO DO HISTORIADOR:
O ponto de partida do autor é a constituição do campo disciplinar, falando sobre o conjunto de práticas, concepções e objetos de estudo como um campo específico de conhecimento, ou como uma "disciplina", não tratando especificamente sobre o campo disciplinar da História, porém nunca deixando de olhar essas áreas com uma visão de historiador, pois todo campo surge e, em algum momento começa a ser percebido como um novo campo disciplinar, não deixando de se atualizar. Para ele toda disciplina é constituída por um campo de interesses, incluindo um interesse mais amplo que envolve e define esse campo como um todo, e pode ocorrer que certas ciências acabem ou disciplinas compartilhem interesses em comum, como as ciências humanas, mas, em certos níveis de aprofundamento, sempre surge algum tipo de singularidade que dá uma identidade a disciplina. E mesmo com suas singularidades, segundo D'Assunção não existe campo disciplinar que não se construa e se reconstrua constantemente através de diálogos (e oposições) interdisciplinares, sendo um grande exemplo, a biologia, que certos aspectos da sua especialidades estavam espalhados em outros campos, como na medicina, na botânica e a história natural, e que também é importante ressaltar que na medida em que as disciplinas se desenvolvem ou ultrapassam certo nível de de complexidade, cada campo do saber começa a produzir especializações e ampliações internas, chamados de campos interdisciplinares no texto. Adentrando no âmbito mais específico, José começa a falar sobre a relação entre teoria e campos disciplinares, ou mais especificamente a relação entre Teoria e História. A teoria é uma visão de mundo. é através das teorias que os cientistas e estudiosos de qualquer área de saber conseguem enxergar a realidade, ou os seus objetos de estudo de formas específicas, qualquer que seja seu campo de atuação, a teoria pode ser abordada em um primeiro nível, como um "campo de estudos", ou como uma espécie de território constituído por todas as realizações teóricas proporcionadas, também podemos falar de teorias a cada um dos modelos explicativos de que os cientistas utilizam para compreender os fenômenos, aspectos e objetos que se relacionam às suas especialidades. Por fim, um terceiro nível em que o "teórico" é aquele que considera a teoria como forma específica de enxergar o mundo, como "modo de apreender o mundo" ou mesmo como maneira de agir diante da realidade ou do mundo imaginário, a teoria se contrapõe ao agir intuitivo, ao comportamento emotivo, o impulso instintivo e a outros tantos modos de conhecer o mundo. A teoria é filha da Razão e irmã da metodologia científica, uma forma específica de compreendermos a partir do contraste entre o "teórico" e o "intuitivo", diferente da teoria, a intuição não precisa de método, a intuição é instantânea, bem diferente da teoria, que necessariamente envolve um processo com várias etapas, procedimentos e mediações.
CAPÍTULO II - TEORIA DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA HISTÓRIA:
A relação entre “teoria” e “ciência” é ressaltada, para o caso da História da Historiografia, a teoria da história refere ao “pensamento histórico em sua versão científica", podendo se estabelecer uma diferenciação mais clara entre as “filosofias da história”, e que, é entre os séculos XVIII e XIX que a cientificidade passa a se tornar parâmetro para a historiografia, e dentro desse contexto, pode-se ver que as várias teorias da histórias são aplicadas durante os dois séculos, como o Positivismo, Historicismo, ou o Materialismo Histórico, todos extremamente ligados a utilização de uma metodologia documental que estará na base do surgimento da figura do historiador profissional e da inserção da história como disciplina universitária. O papel da Teoria da História na formação do historiador é fundamental, e segundo José, ainda convém considerar que também há uma história envolvida no crescimento da valorização da Teoria pelos historiadores; O crescente descrédito da história exclusivamente narrativa, em favor de uma história analítica, reflexiva, problematizadora contribuiu para que a Teoria ocupasse cada vez mais uma posição cada vez mais privilegiada na História.
Os teóricos da História têm uma teoria da história?
O autor inicia falando que pretende, na discussão, se referir ao campo de estudos que ele chama de “teoria e filosofia da história”, e de algum modo que abranja as diferentes compreensões de “teoria”, “filosofia” e “história” e explicar o que ele pensa sobre esse campo de estudos. O primeiro fator é a discussão em andamento que ocorre não somente em conferências e workshops, mas em alguns lugares em comum. Filosofias analíticas da história e abordagens filosóficas sobre a história enquanto o curso dos assuntos humanos, tratados metodológicos, histórias da história, teorias críticas do trabalho histórico, análises conceituais sobre a noção de história, questões sobre teoria pós-colonial e de gênero na e como história e uma grande variedade de várias outras abordagens divergentes se encontram nas páginas de revistas acadêmicas; e sendo o segundo fator as redes, centros e eixos informais ou quase-formais
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